
Passado o mês de março, o chamado Mês da Mulher, o tema volta ao silêncio de sempre. E isso precisa ser dito com clareza. Ainda teremos outros marcos ao longo do ano, como o Agosto Lilás e o Outubro Rosa. Datas importantes, sim. Mas não suficientes.
Os oportunistas de plantão, aqui me refiro aos políticos, já esqueceram o problema da violência doméstica. O assunto só retorna quando explode uma tragédia. E são tantas que os números perderam a capacidade de chocar. Caiu na rotina. Virou estatística fria.
Mas os dados mais recentes não permitem indiferença. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios. Quatro mulheres mortas por dia. Crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. E mais. Cerca de 27,6 milhões de mulheres sofreram violência doméstica por parceiro íntimo. Um dado alarmante. 13,1% das vítimas de feminicídio possuíam medidas protetivas ativas. Ou seja, mesmo sob proteção formal do Estado, foram mortas.
Isso revela uma verdade incômoda. A lei existe. Mas a rede falha.
Foi exatamente por isso que desenvolvi a obra Lei Maria da Penha em Rede, Proteção Social, Direitos e Ação. Um guia direto, prático, construído para sair do discurso e entrar na execução.
A proposta é objetiva. Integrar polícia, justiça, saúde, educação e assistência social em um fluxo único. Evitar que a vítima fique perdida entre portas que não se comunicam.
No livro, abordo esses marcos ao longo do ano, não como datas simbólicas, mas como pontos estratégicos de mobilização contínua. Trago instrumentos concretos, como violentômetro nas escolas, capacitação de agentes e protocolos integrados de atendimento.
A rede precisa funcionar todos os dias. Não apenas quando a mídia aponta.
A violência doméstica não pode mais esperar o próximo caso para ser lembrada.
Adquira e leve esse instrumento para sua atuação prática:
https://clubedeautores.com.br/livro/lei-maria-da-penha-em-rede
Porque enfrentar esse problema exige método. E, acima de tudo, compromisso real.

Se você leu e quiser o violentometro comente eu quero previnir que te mandarei em particular
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