Um ministro do STJ afirmou que nunca foi abordado pela polícia — e que pessoas bem vestidas como ele não sofrem esse tipo de ação. E que em 99% das abordagens nada é encontrado. Precisamos responder isso com responsabilidade e com dados.
A abordagem policial não é arbitrariedade. É uma atividade constitucionalmente prevista, inserida no policiamento ostensivo — a presença do Estado nas ruas para prevenir crimes antes que aconteçam.
Sua finalidade não é apenas produzir prova processual. Não se trata só de apreender drogas ou armas para instruir um inquérito. Trata-se de afirmar, em cada esquina, que o Estado existe — e que ele age.
E os resultados dessa ação? A Polícia Militar de São Paulo apresentou os números de 2025:
206 toneladas de drogas apreendidas — sendo 151 toneladas de maconha e 31,8 toneladas de cocaína. Prejuízo ao crime organizado: quase R$ 1 bilhão.
8.442 armas de fogo retiradas de circulação. 122 mil criminosos presos. 48 mil foragidos recapturados.
E só no primeiro trimestre de 2026: mais 2,1 toneladas de drogas, 33,3 mil prisões em flagrante — alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025 — e 3.157 armas ilegais apreendidas.
Cada arma retirada de circulação é uma vida que pode ter sido salva. Cada foragido recapturado é uma sentença cumprida. Esses números não são estatística burocrática — são vidas protegidas.
Agora, sobre o argumento de que a abordagem escolhe pessoas por serem negras, pobres ou mal vestidas: isso é inaceitável e não pode ser generalizado. Quando isso ocorre, é desvio de conduta — e os desvios são apurados com rigor. As corregedorias e correicionais têm números firmes que comprovam essa responsabilização.
Usar esse argumento para deslegitimar toda a atividade policial seria o mesmo que dizer que magistrados soltam criminosos por vontade própria. Ninguém aceitaria essa generalização. Não aceitemos também a demonização da polícia.
O ministro disse que nunca foi abordado. Com todo o respeito: isso não é evidência. É privilégio de quem vive distante das ruas onde a violência acontece. A polícia patrulha onde o crime atua — e atua onde a população mais precisa de proteção.
A abordagem policial salva vidas.
Os dados provam.
Esse discurso de demonização precisa ter um fim.
🔒 Segurança pública é direito de todos.
📊 Dados: PMESP 2025 / Balanço Q1 2026
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