
Durante debate nesta semana, a deputada Benedita da Silva (PT), ex-governadora do Rio de Janeiro por 9 meses em 2002, afirmou que em sua gestão “não houve letalidade”. No entanto, os dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) e de especialistas em segurança desmentem a declaração e revelam que seu governo apresentou o maior número de mortes provocadas por ações policiais em comparação aos períodos de Anthony Garotinho (2001) e Cláudio Castro (2024).
No governo Benedita da Silva, apenas em 2002, foram contabilizadas cerca de 1.195 mortes em intervenções policiais. Já em 2001, no governo de Anthony Garotinho, o número foi de 772 mortes. No governo Cláudio Castro, segundo os dados mais recentes de 2024, a letalidade policial registrou entre 699 e 703 óbitos.
Resumo dos dados utilizados no gráfico:
• Benedita da Silva (2002): 1.195 mortes
• Anthony Garotinho (2001): 772 mortes
• Cláudio Castro (2024): 701 mortes (média entre 699 e 703)
Portanto, ao contrário do que declarou a ex-governadora, o período de 9 meses sob sua gestão teve o maior índice de letalidade policial em números absolutos na comparação entre os três governantes.
A análise dos dados mostra que a afirmação de Benedita da Silva não está apoiada na realidade estatística: o Rio de Janeiro viveu seu ponto mais letal em ações policiais justamente durante seu governo.
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