O dia em que a República pediu voz

 



O quinze de novembro sempre me cutuca por dentro, como quem lembra que a história do Brasil não nasceu ontem, nasceu no peito de gente que entendia a força da honra e da responsabilidade. Eu olho para essa data com aquele respeito silencioso, quase um ritual, porque a República não surgiu num passe de mágica, surgiu de decisão, de coragem, de ruptura com tudo que parecia eterno.

E a gente segue aqui, caminhando nesse chão que já viu muita coisa, tentando manter acesa a chama do dever que os antigos carregavam sem glamour, mas com verdade. Num país que muda toda hora, políticos nos envergonham, Instituições que esquecem seu papel e buscam se firmar em narrativas. Vale olhar para trás e aprender de novo a lição simples, mas poderosa, de que liberdade sem responsabilidade vira bagunça, e ordem sem propósito vira sombra.

Que o quinze de novembro nos lembre que a República só se sustenta quando o cidadão encara seu papel sem se esconder atrás de desculpas. Hoje é dia de reverenciar o passado, erguer a cabeça e seguir com firmeza, porque a pátria não é poesia de livro, é compromisso diário, é trabalho, é entrega, é coragem de fazer o certo.

E que assim sigamos, com o coração no lugar e os pés fincados na história.

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