É duro dizer, mas alguém precisa dizer.
A saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda não deixará saudades, deixará contas. Conta alta, conta amarga, conta empurrada para o colo do povo. Quando assumiu, prometeu equilíbrio, responsabilidade e previsibilidade. Entregou expansão de gastos, déficits em série e uma dívida pública que rompeu a barreira dos R$ 9 trilhões, encostando perigosamente em 80 por cento do PIB, o maior patamar nominal da nossa história.
Não é número frio, é peso real. É juros mais altos, é crédito travado, é investimento que foge, é o futuro sendo penhorado mês a mês. O crescimento médio mensal da dívida bateu recordes, enquanto a velha equação nunca fechou, gasta-se mais do que se arrecada, e o discurso tenta esconder o rombo com retórica.
Sob o governo Lula, a Fazenda virou palco de improviso. Faltou o básico que sempre sustentou países sérios, previsibilidade fiscal, respeito ao orçamento e compromisso com quem paga a conta. Não existe justiça social duradoura em cima de déficit permanente. Não existe crescimento sólido com descontrole fiscal.
A saída do ministro não será ponto final, será vírgula. A dívida ficará, o problema ficará, a conta ficará. Trocar o condutor não conserta o estrago se o rumo continuar o mesmo. O Brasil já conhece esse filme. E sabe como ele termina, inflação, juros altos e o povo pagando, como sempre.
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