Em qualquer sociedade minimamente organizada, a polícia cumpre uma função essencial. No aperto e no socorro, quando tudo falha, é para a polícia que o cidadão se volta. Isso não é retórica, é realidade histórica, institucional e prática.
Em um Estado Democrático de Direito, a polícia não é inimiga da democracia, é um de seus pilares. Sem polícia não há lei aplicada, sem lei aplicada não há direitos garantidos. Demonizar a polícia é um atalho fácil para quem nunca precisou bater à porta de uma delegacia ou chamar uma viatura de madrugada.
Há, sim, setores da imprensa e correntes ideológicas que insistem em tratar a polícia como problema, nunca como solução. É uma escolha narrativa. Mas escolhas têm consequências. Quem deslegitima a polícia, conscientemente ou não, enfraquece a proteção do cidadão comum e fortalece o espaço do criminoso.
Para quem vestiu o uniforme cinza bandeirante por 38 anos, isso é dito sem rodeios. A polícia erra, como qualquer instituição humana, e deve ser controlada, fiscalizada e aperfeiçoada. Mas atacar sua existência, sua legitimidade e sua missão é escolher um lado. E esse lado não é o da lei, não é o da ordem, não é o da vítima.
No fim do dia, quando o caos bate à porta, não é o discurso ideológico que resolve. É a polícia. Sempre foi. Sempre será.
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