A Verdade Não Pode Ser Seletiva

Nem todo vazamento é verdade completa.  

Nem toda relação é corrupção.  

E nem toda narrativa política resiste à análise técnica.


O caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o Banco Master precisa ser analisado com serenidade institucional, e não com militância.


Até aqui, não há denúncia formal do Ministério Público.  

Não há sentença.  

Não há pronunciamento conclusivo das autoridades responsáveis pela investigação.


O que existe são vazamentos seletivos, versões fragmentadas e disputas políticas tentando ocupar o espaço da verdade objetiva.


E transparência verdadeira é simples:


Mostrem os contratos.  

Mostrem os recibos.  

Mostrem a origem do dinheiro.  

E expliquem exatamente o que foi feito com ele.


Ao mesmo tempo, também é grave a continuidade de vazamentos sigilosos de investigações para canais específicos da imprensa.


Inquérito continua sendo procedimento sigiloso.  

PF é instituição de Estado, não instrumento de governo ou de guerra política.


Esse debate precisa ser separado em quatro pilares:


Legalidade.  

Moralidade.  

Política.  

E transparência.


O Direito exige prova.  

A moralidade exige coerência.  

A política exige credibilidade.  

E a transparência exige explicações completas.


Porque a verdade não pode ser fragmentada conforme a conveniência ideológica de cada grupo.


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