O 9 de Julho é a Data Magna de São Paulo, feriado estadual desde 1997 (Lei nº 9.497/1997). Marca o início, em 1932, do movimento armado dos paulistas contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas — que, desde o golpe de 1930, governava sem Constituição, sem eleições e com interventores federais nos estados. A revolta reivindicava a constitucionalização do país e a nomeação de um interventor civil paulista.
O estopim: em 23 de maio de 1932, quatro jovens — Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — foram assassinados a tiros por membros do Partido Popular Paulista, organização que sustentava o regime de Vargas em São Paulo. Suas iniciais formaram o símbolo MMDC (depois MMDCA), e a Lei 12.430/2011 inscreveu seus nomes no Livro dos Heróis da Pátria.
A mobilização contou com apoio popular e cobertura pelo rádio, liderada pelo jornalista César Ladeira, “A Voz da Revolução”. Metrópoles
Foram 87 dias de combate, de 9 de julho a 4 de outubro, com saldo oficial de 934 mortos — estimativas extraoficiais chegam a 2.200.
Isolado, sem o apoio militar prometido por Minas e Rio Grande do Sul, São Paulo se rendeu.
Mas a derrota militar não foi derrota histórica: algumas das principais reivindicações foram atendidas depois interventor civil paulista, Assembleia Constituinte e a nova Constituição de 1934.
O sangue derramado converteu-se em ordem jurídica
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