Mais uma criança. Mais uma família destruída. Até quando?

O caso envolvendo o ator Marco Furlan, preso em flagrante no dia 2 de agosto de 2026, acusado de estupro de vulnerável contra um menino autista de apenas cinco anos, não pode ser tratado como apenas mais uma notícia.

Os números mostram que este não é um fato isolado. Somente em 2025, o Brasil registrou 57.329 ocorrências de estupro de vulnerável. Isso representa, em média, 157 vítimas por dia.

A maioria desses crimes acontece justamente em ambientes onde as famílias acreditam que as crianças estão protegidas, casas, festas, escolas, condomínios e locais de convivência.

Estamos em ano eleitoral. Chegou a hora de cobrar menos discursos e mais compromisso. O eleitor precisa conhecer o histórico de quem pede seu voto. Na votação da proposta sobre a castração química para condenados por crimes sexuais contra crianças, a Câmara aprovou o texto por 267 votos favoráveis, 85 contrários e 14 abstenções. O histórico de votação dos parlamentares é público e deve ser conhecido por todos.

A proteção da infância precisa deixar de ser uma pauta de ocasião. É necessário fortalecer a prevenção, endurecer o combate aos crimes sexuais, garantir investigação eficiente, julgamento célere, acolhimento às vítimas e discutir, com seriedade e responsabilidade, medidas eficazes para reduzir a reincidência.

Proteger crianças não é uma pauta de direita ou de esquerda.

É um dever do Estado.

É uma obrigação da sociedade.

E deve ser um compromisso inegociável de qualquer representante eleito.

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