O Brasil virou um laboratório institucional de incoerências.
O Supremo escolhe o ministro Dias Toffoli para o TSE. Nada demais, diriam alguns. Afinal, por aqui, estar vinculado a controvérsias públicas, questionamentos processuais e debates sobre impedimento já não impede absolutamente nada. O sujeito se declara impedido em um caso, mas segue em pleno exercício da mais alta Corte do país. E a engrenagem continua girando como se fosse normal.
Enquanto isso, Cármen Lúcia renuncia antes mesmo do fim do mandato no TSE. Faltavam poucos dias. Qual a razão real? Conveniência institucional? Estratégia política? Rearranjo interno? O povo não recebe explicação. Apenas assiste.
E assim segue a República. As estruturas vão sendo corroídas lentamente. A confiança pública desaparece. O cidadão comum percebe que existem regras para alguns, e flexibilidade para outros.
O problema é que boa parte da população já não acompanha mais a erosão institucional. Está distraída comemorando o fim da taxa da “brusinha”, comprando pacote de figurinha da Copa e consumindo entretenimento político como torcida organizada.
O Brasil não precisa apenas de reformas. Precisa ser reconstruído moralmente, juridicamente e institucionalmente.
Porque quando o absurdo vira rotina, o tapa na cara do povo passa a ser tratado como normalidade democrática.
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